Reunião com representantes da concessionária e vereadores tratou de demandas históricas, expansão do agronegócio, problemas em Jacinópolis e infraestrutura elétrica na zona rural; retorno sobre os atendimentos foi previsto para 60 dias.
O prefeito de Nova Mamoré, Marcélio Brasileiro, que também preside a Associação Rondoniense de Municípios (AROM), levou à Energisa Rondônia uma série de reivindicações relacionadas ao fornecimento de energia elétrica no município. A reunião, realizada nesta quinta-feira (15), reuniu representantes da concessionária e vereadores para discutir problemas que atingem moradores da área urbana, comunidades rurais, aldeias indígenas e regiões de expansão da atividade agrícola.
Entre os principais pontos da pauta estão a construção de uma subestação de energia elétrica em Nova Mamoré, as dificuldades de atendimento aos consumidores, a necessidade de melhorias na rede que atende comunidades indígenas e as ocorrências registradas no distrito de Jacinópolis.
O encontro colocou em discussão demandas que envolvem tanto a qualidade do serviço prestado à população quanto a capacidade da infraestrutura elétrica de acompanhar o crescimento econômico do município.
Subestação está entre as prioridades apresentadas
Uma das principais reivindicações discutidas foi a construção de uma subestação de energia elétrica em Nova Mamoré. Segundo o registro da reunião, a solicitação já havia sido apresentada anteriormente, em 2025, e voltou à pauta diante da necessidade de investimentos na infraestrutura do município.
A demanda ganha relevância diante do crescimento das atividades econômicas e do aumento das necessidades de consumo de energia. A construção de uma estrutura desse tipo depende de avaliação técnica, planejamento e definição de investimentos pela concessionária.
Para a administração municipal, a discussão representa uma oportunidade de reforçar as necessidades locais e buscar encaminhamentos junto à empresa responsável pelo fornecimento de energia.
Prefeito apresenta demandas das comunidades indígenas
Marcélio Brasileiro também apresentou questões relacionadas ao fornecimento de energia elétrica nas comunidades indígenas da Terra Indígena Laje.
Conforme a ata, as aldeias 8C e 14C já contam com energia elétrica, mas registram aumento da demanda. A situação exige atenção para que o atendimento acompanhe as necessidades das comunidades.
Outro caso destacado foi o da aldeia 26C. Segundo os relatos apresentados na reunião, todas as ligações de energia no local seriam feitas por meio de extensões improvisadas, conhecidas popularmente como “rabichos”.
Também foram mencionadas demandas das comunidades 20B, 12B, conhecida como Ribeirão, e 6C.
Os relatos apontam para a necessidade de avaliar as condições das instalações e do fornecimento, com atenção à segurança dos moradores e à adequação da infraestrutura elétrica.
Expansão do agronegócio pressiona por infraestrutura
O crescimento da produção agrícola nas Linhas 21, 23 e 26 também esteve entre os assuntos discutidos. De acordo com as informações apresentadas durante a reunião, a região possui aproximadamente 50 mil hectares destinados ao cultivo de soja.
A expansão da atividade agropecuária aumenta a importância de uma rede elétrica compatível com as necessidades das propriedades rurais e dos empreendimentos produtivos.
A disponibilidade de energia é um fator relevante para o funcionamento de equipamentos, a estruturação das propriedades e a ampliação da produção. Por isso, o planejamento da infraestrutura elétrica foi apontado como uma questão estratégica para acompanhar o desenvolvimento econômico de Nova Mamoré.
A discussão também evidencia o desafio de conciliar o avanço da atividade produtiva com investimentos em serviços essenciais, de modo que o crescimento do campo seja acompanhado por condições adequadas de atendimento.
Vereadores participam das cobranças
A reunião também contou com a participação dos vereadores Fábio Carcará, Joaldo, Milton, Claudiomir, André do Sindicato e Claudionor.
A presença dos representantes do Legislativo municipal ampliou a participação institucional na discussão das demandas e reforçou a importância de encaminhar à concessionária os problemas relatados pelos moradores.
Entre as questões apresentadas esteve a dificuldade de acesso aos canais digitais de atendimento da Energisa. A demanda destaca a necessidade de facilitar a comunicação dos consumidores com a empresa, especialmente nos casos de interrupção do fornecimento, solicitação de serviços e acompanhamento de protocolos.
A atuação conjunta entre Executivo e Legislativo permite reunir diferentes reivindicações e buscar respostas para problemas que afetam a população em várias regiões do município.
Atrasos em serviços e problemas em Jacinópolis
Outro ponto discutido foi a demora na execução de serviços de deslocamento de postes em pistas de caminhada.
Segundo relato registrado na ata, os pagamentos teriam sido realizados antecipadamente, mas os serviços foram concluídos somente após mais de seis meses. Também foi mencionada demora na comunicação sobre a situação, que teria ocorrido aproximadamente um ano depois.
O caso foi apresentado como uma reclamação relacionada aos prazos e à falta de informações sobre a execução dos serviços.
Em Jacinópolis, a reunião registrou a situação de um consumidor que, após abrir um protocolo por falta de energia elétrica, precisou comprar um transformador para solucionar o problema. O caso ficou indicado para verificação e retorno.
Também foi relatado afundamento de tensão no trecho entre o cemitério e o posto de gasolina, na pista de caminhada. A ocorrência foi incluída entre os pontos que demandam avaliação técnica.
As situações reforçam a necessidade de apuração dos casos apresentados e de esclarecimentos sobre as providências que poderão ser adotadas pela concessionária.
Energisa deverá apresentar retorno em 60 dias
Entre os encaminhamentos registrados na ata, ficou previsto que Fernando Tupan, representante da Energisa Rondônia, apresentará retorno sobre os atendimentos no prazo de 60 dias. O documento indica que o encaminhamento está em andamento.
Fernando Tupan e Juscelino do Amaral participaram como representantes da concessionária. A ata também prevê o encaminhamento eletrônico do documento aos interessados, permitindo formalizar os assuntos discutidos e acompanhar os próximos passos.
O prazo de retorno constitui um dos principais encaminhamentos do encontro. A efetivação das medidas, entretanto, dependerá das análises, providências e respostas da empresa responsável pelo serviço.
Marcélio Brasileiro reforça articulação institucional
À frente da Prefeitura de Nova Mamoré e da presidência da AROM, Marcélio Brasileiro atua na articulação de demandas relacionadas à infraestrutura e aos serviços essenciais. A reunião com a Energisa reuniu questões que vão desde a necessidade de investimentos estruturais até problemas específicos relatados por consumidores e comunidades.
O desafio agora é transformar as reivindicações apresentadas em respostas concretas, com acompanhamento dos prazos e esclarecimentos sobre as medidas que poderão ser executadas.
A construção de uma subestação, a melhoria das condições de fornecimento nas aldeias indígenas, a atenção às comunidades rurais e a resolução de problemas em Jacinópolis permanecem entre os principais pontos da pauta.
A Prefeitura busca manter o diálogo com a concessionária e acompanhar os encaminhamentos formalizados, com foco nas necessidades da população e nas condições de infraestrutura necessárias ao desenvolvimento do município.
A reunião formalizou as demandas e estabeleceu um prazo para retorno sobre os atendimentos. O avanço das medidas dependerá das providências a serem apresentadas pela Energisa Rondônia.
Fonte: Ata da reunião realizada em 15 de outubro de 2026.
Prefeitura de Nova Mamoré — compromisso com a população e desenvolvimento do município.






