A preservação da memória histórica de Guajará-Mirim deu um passo importante. A deputada estadual Dra. Taíssa (Podemos) divulgou em suas redes sociais novidades sobre a reforma do Museu Histórico Municipal de Guajará-Mirim, após reunião com Juliana, representante da Jirau Energia, empresa responsável pela execução da medida compensatória que viabilizará a obra.
A parlamentar destacou que tem mantido diálogo constante com as instituições envolvidas, acompanhando cada etapa necessária para garantir que a reforma se torne realidade. Ela visitou a sede da Jirau Energia em outubro de 2024, para obter informações atualizadas sobre o andamento do processo e esteve também no Iphan em novembro de 2024, buscando compreender os trâmites de liberação para intervenções em bens tombados.
De acordo com informações oficiais da Jirau Energia, o projeto arquitetônico e estrutural da reforma já está concluído e aprovado pelo Iphan, etapa fundamental para o avanço da iniciativa. Com essa aprovação, a empresa segue para a fase de contratação da responsável pela execução da obra.
Recuperação completa de todo o conjunto histórico
A medida compensatória a ser executada pela Jirau Energia contemplará a revitalização integral de estruturas que compõem um dos maiores símbolos da memória ferroviária da região:
● O prédio do Museu Histórico Municipal;
● A área da locomotiva, preservando elementos originais da EFMM;
● A caixa d’água histórica;
Esse conjunto é peça fundamental na valorização da história da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, marco do desenvolvimento de Rondônia.
Acompanhamento para garantir o início das obras
A deputada reforçou que seguirá acompanhando o andamento dos trâmites até o início efetivo das obras: “Com o projeto aprovado e os processos avançando, acreditamos que, passado o inverno amazônico, as obras poderão finalmente começar. É um passo indispensável para preservar esse patrimônio tão importante para a nossa identidade.”
Por que Jirau e Santo Antônio realizam obras de compensação em Rondônia
As usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio realizam obras e investimentos de compensação ambiental e social em Rondônia porque a legislação brasileira determina que empreendimentos de grande porte e significativo impacto ambiental assumam responsabilidades além da geração de energia. Essas obrigações fazem parte do processo de licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama e estão previstas em leis como o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei nº 9.985/2000), que estabelece a chamada compensação ambiental.
Por esse motivo, as licenças concedidas aos empreendimentos incluem uma série de condicionantes que obrigam as concessionárias a executar obras, programas e ações voltadas à mitigação e compensação desses impactos, como apoio a unidades de conservação, melhorias em infraestrutura pública e investimentos em projetos socioambientais.
Essas ações não são iniciativas voluntárias, mas compromissos legais assumidos pelas empresas como condição para a implantação e operação das hidrelétricas, com fiscalização dos órgãos ambientais e acompanhamento de instituições de controle.
Texto: Luís Gustavo | Jornalista
Foto: Luís Gustavo | Jornalista e Divulgação






